Para a geração psicadélica de meados dos anos 60, o country era anátema. Um símbolo de racismo e conservadorismo sulista. Mais valia a citação do blues ou a recuperação do cancioneiro da Grande Depressão. Mas o bom senso prevaleceu sobre a demagogia. Country e bluegrass revelaram-se tão modernos quanto assombrosos. De repente, já Crosby, Stills, Nash & Young, Poco, Byrds, Eagles, Flying Burrito Brothers, The Band, Grateful Dead ou o Bob Dylan de Nashville Skyline o reconheciam. Os Nitty Gritty Dirt Band levaram todo o conceito mais longe. E num plano geral que passava por reivindicar autoridade sobre fundamentos culturais que só os Britânicos pareciam ter valorizado, atrasaram efectivamente os relógios. Com Earl Scruggs, Doc Watson, Roy Acuff, Norman Blake, Mother Maybelle Carter, Jimmy Martin ou Merle Travis, foram da família Carter a Hank Williams, terminando simbolicamente no “Both Sides Now” de Joni Mitchell. A passagem do testemunho continua a dar vontade de sorrir, dançar e pegar num banjo.
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