Há muito – ignorando os seus êxitos em 66 – que os Electric Prunes foram banidos (ou eleitos, conforme as perspectivas) para o universo das bandas de culto – pouco conhecidos e apreciados fundamentalmente pela contribuição para o psicadelismo. Os Prunes foram também um curioso híbrido, entre a época dos Beach Boys e dos Grateful Dead. Começaram como um grupo de adolescentes californianos como tantos outros, a tocar versões de rock’n’roll e surf-pop, até que alguém os quis apresentar a David Hassinger, acabado de participar na mistura de Aftermath, dos Rolling Stones. Com ambições a Phil Spector, o produtor quis manufacturar um grupo que conquistasse o rock da época – e os seus instintos não estavam errados. Recorrendo à dupla de compositoras Annette Tucker e Nancie Mantz, Hassinger deu dois singles de sucesso aos Prunes: “I Had Too Much To Dream (Last Night)” e “Get Me To The World On Time”. O único problema é que os cinco rapazes queriam gravar as suas próprias composições – que, como demonstra “Train For Tomorrow”, tinham tanto potencial como as escolhidas pelo produtor. Mas Hassinger manteve-se irredutível e apenas “Train” e Luvin’”, de James Lowe e Mark Tulin, apareceram no primeiro LP. Da fúria do rock de garagem mais primitivo a incursões nas guitarras distorcidas e teclados eléctricos, nasceu o póstumo baptismo de punk psicadélico – e assenta- lhes plenamente. É um importante testemunho do primeiro acid-rock. E um mundo de inocência comparado com o que lhe haveria de fazer David Axelrod um par de anos mais tarde.
Para comentar este artista é preciso registar-se primeiro.
Não existem comentários. Sê o primeiro a deixar um comentário.