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The Doors

350
Formação
1965, Los Angeles, California, United States
Site Oficial
Sem site oficial
Estilo
Psychedelic rock, Blues-rock, Hard Rock, Acid Rock
Membros da Banda
Jim Morrison John Densmore Ray Manzarek Robby Krieger
Elvis tinha provado que um bom jogo de ancas era receita certa para surgir nos sonhos dos ouvintes, mas a lição foi ficando esquecida entre a falta de elasticidade dos Beatles e a pose caricatural de Jagger. Isto, até Jim Morrison aparecer.

Elvis tinha provado que um bom jogo de ancas era receita certa para surgir nos sonhos dos ouvintes, mas a lição foi ficando esquecida entre a falta de elasticidade dos Beatles e a pose caricatural de Jagger. Isto, até Jim Morrison aparecer. E sem nunca ter sequer de sorrir ou fazer contacto visual. Uma ode viva ao poder de citações certas (Nietzsche, Huxley, etc.) e de umas calças de cabedal, Morrison não só recriou a imagem do artista torturado e sensível para o rock dos anos 60, como o vendeu, reciclou e tornou a vender até os quilos extra já não lho permitirem. A morte acabou por lhe conceder a fama que sempre acreditou merecer (com ajuda póstuma de Oliver Stone, em 91). E se até 71 todos os álbuns incluem pelo menos uma boa canção, os Doors nunca soaram melhor do que neste primeiro LP. Entre “Break On Through (To The Other Side)” e os mais de 10 minutos de “The End”, está a plena identificação simultânea com os desejos mais naturais e perversos do seu público. Um vocalista capaz do blues mais poético e da psicose mais atroz, o órgão de Ray Manzarek a evocar uma missa satânica e a guitarra de Robby Krieger a fazer de olho do furacão, enquanto os temas subiam até uma pulsação reminiscente de um transe xamânico, do qual não se vê – ou não se quer ver – saída. Do pé-de-vento de “Light My Fire” ao encanto nocturno de “Crystal Ship”, o grupo inclui ainda a versão de “Back Door Man”, de Willie Dixon, e relembra que nada disto é para ser levado muito a sério com a interpretação de “Alabama Song”, de Bertold Brecht e Kurt Weill.

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