A estreia de Julian Casablancas, Nick Valensi, Nikolai Fraiture, Fabrizio Moretti e Albert Hammond Jr foi boa de mais para ser verdade, e fundamentalmente por não ter criado um único facto novo.
Mas a simples reafirmação dos princípios que governam a história do fascínio pelo rock’n’roll à superfície da terra foram suficientes para gerar um culto crítico com poucos precedentes – mesmo se outra metade dos observadores estava igualmente morta por lhes descobrir um millivanilliano engodo.
Nada feito: iluminando aquilo que Libertines, Hives ou Interpol faziam meio às escuras, produziram o enérgico álbum de rock com o qual Iggy Pop sonhava lascivamente há 20 anos, suficientemente perfeito para até nas discografias de Rolling Stones ou Lou Reed ganhar destaque.
Com um arremesso rítmico irresistível, a ambição do infinito concentrada numa dimensão temporal derivada da filosofia punk mais elementar, descaradíssimo sentido histórico ou letras sobre disfunção emocional urbana com a força inadiável das melhores campanhas de publicidade, agitaram águas mais do que uma vez tornadas pútridas pelo cíclico tédio de quem segue as modas.
Este seria o som ideal do rock inglês de início dos anos 80, não fosse o fascínio pelo sintetizador responsável pelo abandono de tantas guitarras.
Cortando amarras com o confortável distanciamento da citação, “Is This It?” é um divertimento musical para ex-alunos de escolas privadas em Nova Iorque e na Suíça da mesma maneira que se imagina o cinema a ser uma diversão para Sofia Coppola ou Wes Anderson.
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