… a leveza orquestral de Bacharach, Esquivel ou Henry Mancini com uma ideia de bossa nova filtrada de Herbie Mann, Free Design e Stan Getz ou o exotismo dos mares do Sul criados por Martin Denny, Arthur Lyman ou Les Baxter com o apuradíssimo sentido pop das bandas da cena do Shibuya-Kei (de Cornelius aos Pizzicato Five).
Mas foi em 1996 que o fizeram em simultâneo, antecipando, nessa perspectiva, o melhor dos Air, Broadcast ou Mouse on Mars.
Com Sean O’Hagan (High Llamas) e John McEntire (Tortoise) a bordo, pela primeira vez as suas influências não se expõem em camadas e surgem – com equivalência na história do cinema com a nouvelle vague, por exemplo – integradas numa linguagem que, subitamente, brilhou mais do que uma supernova.
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