Nos seus temas, lê-se, de forma perversamente gutural e directa às entranhas, a tradução de um código elíptico e digressivo que, regra geral, reflecte o desmembrar do amor.
Entre a intensidade de Mark Lanegan e a errância de Bill Callahan define-se parte do seu brilho, mas a sua ligação ao country, à semelhança do que fazem Uncle Tupelo, Willard Grant Conspiracy ou Handsome Family, é a evocação de um tempo que nunca existiu.
Devotion + Doubt é o melhor de entre nove superlativos álbuns e uma entrada directa no seu diário.
Com Howe Gelb, Marc Ribot e Calexico como banda de apoio, toca o número certo de vezes nas notas erradas para compreendermos que o seu autor não será outro que as voltas que o destino dá aos corações partidos.
E andará próximo do que resultaria de uma sessão de gravação entre Raymond Carver e Howe Gelb.
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