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Rage Against The Machine

456
Formação
1991, Los Angeles, California, USA
Site Oficial
Sem site oficial
Estilo
Alternative Rock, Funk Metal
Membros da Banda
Zack de la Rocha Tom Morello Tim Commerford Brad Wilk
Como vai o mundo: política e música andam tão confundidas que tiveram de ser as tradicionais raparigas do country a reconhecer que tinham vergonha do Presidente dos EUA enquanto os subversivos Strokes retiravam da edição norte-americana de Is This It o tema “New York City Cops”, porque ai de quem criticasse a autoridade no pós-11 de Setembro.

Como vai o mundo: política e música andam tão confundidas que tiveram de ser as tradicionais raparigas do country a reconhecer que tinham vergonha do Presidente dos EUA enquanto os subversivos Strokes retiravam da edição norte-americana de Is This It o tema “New York City Cops”, porque ai de quem criticasse a autoridade no pós-11 de Setembro. Comparando, parece um conto infantil contra a tirania oriundo de uma galáxia distante mas o que é certo é que, sim, existiram quatro rapazes que se opuseram às forças do mal e chamaram racista à polícia, ignorantes aos políticos e burros aos professores. Os Rage Against The Machine foram polémicos em 92, mas são hoje mais difíceis de engolir para um país especialista em resolver os problemas de classe e etnia gerando outros maiores. E não será por outro motivo que eis que se anuncia o seu regresso ao mundo dos vivos. Tudo porque houve já um tempo em que um álbum foi à boleia da mensagem “Killing in the Name Of” e em que hip hop, funk e heavy metal eram arremessos de um David contra Golias momentaneamente personificado em Zack De La Rocha. Enquanto os House of Pain aumentavam as vendas com o inane “Jump Around”, os Rage já tinham uma filosofia pronta: “We settle for nothing now, and we’ll settle for nothing later”. O nacionalismo negro foi o ponto de partida, mas é ingénuo pensar que os ouvintes estivessem familiarizados com Huey P. Newton ou com a história da capa, mas e depois? Não é igualmente importante desejar gritar “Fuck you – I won’t do what they tell me” com umas centenas de pessoas? Até que enfim que voltaram.

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