Thom Yorke e colegas tinham já deixado a supremacia da britpop para Blur, Pulp e Oasis (se é que alguém ainda estava interessado) e decidido especular sobre o que poderia haver de comum entre Pink Floyd e Spiritualized, O.M.D e Boards of Canada ou entre Bowie e Suede sem se transformarem numa versão irónica dos Manic Street Preachers.
OK Computer foi o notório passo atrás antes dos dois em frente e arriscou envelhecer mal.
Angústia e alienação suburbana à parte, vibra com autoconfiança e abraça instantes de contradição, com frases como “In an interstellar burst I am back to save the universe”, em Airbag, ou “I´d show them the stars and the meaning of life, they´d shut me away but I´ll be all right” em Subterranean Homesick Alien.
Como numa sorumbática versão de Ennio Morricone, começam aqui os seus humanistas épicos para um filme de ficção científica sobre paranóia informediática em que do lado das máquinas estivessem Aphex Twin e Autechre.
Os Grammy premiaram o esforço. A história apreciou a descida do pedestal da superioridade moral.
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