E muito menos aceitariam encabeçar a virose do trip-hop, disseminada pelos álbuns de Massive Attack, Smith & Mighty, Laika, Mono ou Alpha.
Com uma austeridade dispensada por Morcheeba ou Lamb, a sobriedade formal dos seus temas bebe directamente do funcionalismo dramático absorvido em Schifrin, Badalamenti ou Morricone, e arrisca a grandiloquência num tempo de minimalismo.
Como o lânguido filme “noir” de 007 que nunca foi feito, tem em Gibbons qualquer coisa de “anti-femme fatale” de cabaré, muitas vezes comparada a Billie Holiday ou Piaf, e numa espectral estilização do dub, jazz e das técnicas de produção do hip hop os dispositivos narrativos que promovem o evoluir da acção.
Quando venceu o prémio Mercury, batendo os Oasis, Blue e Suede, arrumou com a santíssima trindade do brit pop e instaurou uma nova ordem.
Para muitos, foi o “Je T’Aime, Moi Non Plus” dos anos 90.
Os restantes ouviam a banda sonora do The Bodyguard.
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