Pesquisa


LOGIN ou REGISTAR


Logomain

Artistas « Voltar

PJ Harvey

454
Formação
1991, Yeovil, England
Site Oficial
Sem site oficial
Estilo
Alternative Rock, Indie rock, Experimental, Electronica
Membros da Banda
Polly Jean Harvey
Um ano antes, Naomi Wolf tinha posto em causa as indústrias da moda e beleza por explorarem o corpo feminino coagindo as mulheres a perseguir um ideal irrealista de beleza. Nos tops de vendas de música encontravam-se Vanessa Paradis, Madonna ou En Vogue – todas, aparentemente, concordando que o mais alto destino para uma rapariga é o conquistar de passerelles.

Um ano antes, Naomi Wolf tinha posto em causa as indústrias da moda e beleza por explorarem o corpo feminino coagindo as mulheres a perseguir um ideal irrealista de beleza. Nos tops de vendas de música encontravam-se Vanessa Paradis, Madonna ou En Vogue – todas, aparentemente, concordando que o mais alto destino para uma rapariga é o conquistar de passerelles. Dizer que o rosto de Polly Jean Harvey foi uma visão é pouco: e nem foi tanto por não se encaixar nos ideais clássicos de beleza, mas antes por demonstrar uma atitude que parecia não esperar outra coisa senão a adoração dispensada às supermodelos da Vogue e Elle. Mais ainda, Harvey, algures entre o feminismo de Patti Smith e Lydia Lunch, lutava pelo direito das mulheres em, caso lhes apetecesse, humilharem, exibirem e sujarem. Criada num ambiente rural em que as virtudes femininas estão mais próximas das ancas largas e braços musculados de “Shela-na-Gig”, PJ conseguiu escapar ao mais embrutecedor da cultura juvenil sem cair no isolamento. Os pais deram-lhe a ouvir blues, jazz e rock experimental, que com o pós-punk nova-iorquino constituem a sua espinha dorsal de referências. Até a habitualmente conservadora Rolling Stone se rendeu aos sovacos não depilados e a consagrou enquanto Songwriter e Best Female Singer do ano. Deusas celtas, Sansão e Dalila e mulheres caídas são os santos no altar – a esta religião só adere quem quer – e o único conselho é uma ablução entre pecados. O modelo para o mais visceralmente uterino de Garbage, Liz Phair, Cat Power, Tori Amos ou Anita Lane.

Álbuns do artista

564
Dry

comentÁrios

Para comentar este artista é preciso registar-se primeiro.

Não existem comentários. Sê o primeiro a deixar um comentário.

Classificação

Sem classificação.