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Penguin Cafe Orchestra

242
Formação
1976,
Site Oficial
Estilo
New Age, Classical
Membros da Banda
Danny Cummings Simon Jeffes Helen Liebmann Bob Loveday Steve Nye Elisabeth Perry Neil Rennie Geoffrey Richardson Gavyn Wright
Entre a intoxicação alimentar e a insolação, a visão atingiu Simon Jeffes com os versos: “I am the proprietor of the Penguin Cafe, I will tell you things at random”. Como nos contos tradicionais, pouco importa descobrir a sua origem – são, tal como os sonhos, por definição verdadeiros em qualquer mundo em que Carl Jung seja mais importante que Isaac Newton.

Entre a intoxicação alimentar e a insolação, a visão atingiu Simon Jeffes com os versos: “I am the proprietor of the Penguin Cafe, I will tell you
things at random”. Como nos contos tradicionais, pouco importa descobrir a sua origem – são, tal como os sonhos, por definição verdadeiros em
qualquer mundo em que Carl Jung seja mais importante que Isaac Newton. A intersecção clássica/rock progressivo estava já traçada, bem
como a que unia música tradicional, jazz e rock psicadélico (como nos Pentangle). E se algumas destas melodias não destoariam de passagens
mais bucólicas em Donovan ou Cat Stevens, não há aqui sinal de raízes celtas. Comparados, os Incredible String Band eram ácidos e os Caravan pareciam hard rock. E mesmo se a nostalgia por locais longínquos (reais ou imaginários) nunca tenha andado arredada da agenda musical, nada aqui se comparava com o quarto-mundismo que Jon Hassell e Brian Eno (produtor executivo) viriam revelar ao mundo, com o peso sagrado dos Popol Vuh ou com a curiosidade pan-cultural de um Stephan Micus. A música da Penguin Cafe Orchestra, cruzando ritmos latinos com música barroca ou melodias africanas com académico minimalismo, traz antes o encanto de uma banda sonora de câmara para animação infantil passada num sítio que nunca existiu – nesse sentido é deliciosamente profana, como muito mais tarde foram Virginia Astley, Pascal Comelade, Kronos Quartet ou o L’Ensemble Rayé. Mas a interpretação do sonho fica a cargo de cada um. Como disse Jung, é só no coração que a visão é nítida – quem olha para fora sonha, quem olha para dentro acorda.

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