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Pearls Before Swine

372
Formação
1965,
Site Oficial
Sem site oficial
Estilo
Rock, Acid Folk
Membros da Banda
Tom Rapp (1965-74) Wayne Harley (1965-69) Lane Lederer (1965-68) Roger Crissinger (1965-67) Jim Bohannon (1968) Jim Fairs (1969) Elisabeth Rapp (1969-72) Mike Krawitz (1971) Gordon Hayes (1971) Jon Tooker (1971) Morrie Brown (1971) Robbie Merkin(1971) David Wolfert (1971) Art Ellis (1971-74) Bill Rollins (1971-74) Harry Orlove (1971-74)
A capa reproduz um pormenor d’O Triunfo da Morte, do pintor flamengo Pieter Brueghel, o Velho.

A capa reproduz um pormenor d’O Triunfo da Morte, do pintor flamengo Pieter Brueghel, o Velho. O LP começa com uma gravação de 1890 em que um sobrevivente da Guerra da Crimeia dá o toque para a carga britânica na Batalha de Balaklava; mais à frente ouvir-se-ão palavras de Florence Nightingale, do mesmo ano. Surgem Heródoto e Tolkien. Lê-se uma citação do filósofo George Santayana: “Only the dead have seen the end of the war”. Balaklava é o segundo album dos Pearl Before Swine e os anos 60 não ficam mais estranhos ou encantadores do que isto. Um manifesto antiguerra e um grito de independência criativa de alcance raro. Da mesma fornada da ESP em que, paralelamente aos álbuns de Albert Ayler, Charles Tyler, Marion Brown ou Sun Ra, apareceram os Holy Modal Rounders, os Pearls Before Swine faziam folk psicadélico com
ênfase no subjuntivo. Tom Rapp – líder criativo – terá em tempos sugerido a designação “rock transcendental” para o que o grupo fazia. E não parece mal, até porque psicadelismo sugere a utilização de substâncias em que Rapp jura não ter tocado – pelo menos até bem depois destes primeiros álbuns. Bom, isso é, antes de mais, inquietante: porque então de onde viria a inspiração de Rapp (que, reza a lenda, ficou dois lugares à frente de Bob Dylan num concurso de talentos para crianças) para os sons de aves e coaxar de rãs em “Images Of April”? Para a voz espectral e murmurada de “Translucent Carriages”, os espanta-espíritos de “I Saw The World” ou a falsa gravação antiga de “Guardian Angels”? Ora isto já era New Weird America.

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