Em 1994 foi a vez de Steve West, Stephen Malkmus, Bob Nastanovich, Mark Ibold e Scott Kannberg.
Acabavam as comparações com os Fall e com os Cheap Trick, o alinhamento com os Sebadoh e com o movimento “slacker” – que, como disse Douglas Coupland sobre a geração X, nem sequer chegou a existir –, e ganha-se a mais elíptica lição sobre os alicerces do rock norte-americano dos últimos 20 anos.
Os Pavement fizeram ao rock independente o que Jackson Pollock tinha feito à pintura e mesmo quando o vídeo de “Cut Your Hair” passava todos os dias na MTV a anedota nunca foi sobre eles. Pelo contrário, em “Range Life” era sobre os Smashing Pumpkins e os Stone Temple Pilots.
Estivessem ainda activos e – como os Belle & Sebastian, Shins, Death Cab For Cutie, Thrills, Iron & Wine ou Beck – fariam as delícias dos consultores musicais do O.C., mas também dificilmente fariam um álbum mais californiano do que este.
Com melodias mais ou menos angulares, aqui tudo é luminoso e, embora soe confortavelmente epidérmico, é estranhamento exótico e possui inexplicáveis ares de retribuição histórica.
Mensagem possível? Em “Gold Zoundz”: “So drunk in the August sun and you´re the kind of girl I like, because you´re empty and I´m empty and you can never quarantine the past”.
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