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Moby Grape

357
Formação
1966, San Francisco, CA, U.S.
Site Oficial
Sem site oficial
Estilo
Rock and Roll, Psychedelic rock
Membros da Banda
Peter Lewis Jerry Miller Bob Moseley Skip Spence Don Stevenson
Quando Moby Grape saiu, deu-se uma espécie de encolher de ombros colectivo: era bom, mas… os Grateful Dead levavam a improvisação ao limite temporal e até Frank Zappa tirava estranhos ruídos de teclados em fase experimental.

Quando Moby Grape saiu, deu-se uma espécie de encolher de ombros colectivo: era bom, mas… os Grateful Dead levavam a improvisação ao limite temporal e até Frank Zappa tirava estranhos ruídos de teclados em fase experimental. Além de que a distorção nas guitarras era coisa de rock’n’roll primitivo. Tudo porque ninguém esperaria que de uma banda apressadamente promovida viessem canções capazes de alterar o rumo da época. Mas vieram. Canções boas; canções excelentes, com raízes no country-rock, no bluegrass e com ouvido nos Beatles e Rolling Stones. Perversamente, uma exagerada insistência da Columbia não ajudou – e o simultâneo lançamento de cinco singles gerou indignação nos círculos contraculturais de São Francisco. Tudo muito irónico quando se considera que Skip Spence vinha do grupo mais querido da cidade – os Jefferson Airplane – e tinha em boa hora trocado a bateria pela guitarra. Seja como for, mostram em “Someday” que eram tão bons quanto os Byrds. E se no papel os cinquenta segundos de “Naked If I Want To” parecem piada, no ouvido nem por isso – o álbum é, aliás, exemplarmente conciso. Entre o hino psicadélico de “Omaha”, o roadhouse-rock de “Hey, Grandma” ou “Fall On You” e a deliciosa balada “8:05”, pronta a acompanhar diariamente o pôr do Sol californiano, prova-se ainda hoje digno de um estatuto que, em 67, por entre apreensões de droga e acusações de corrupção de menores, lhe escapou. Algures num bar de beira de estrada, os Creedence estavam à escuta. Mas foi de mais para Spence. Após visita forçada a Bellevue, em 69, foi cantar com os demónios em Oar.

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