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Magnetic Fields

5
Formação
1990, <NULL>
Site Oficial
Estilo
Synth-pop, Arctic Monkeys
Membros da Banda
Stephin Merritt - Vocals; Claudia Gonson - percussion/piano/vocals; Sam Davol - cello; John Woo - banjo/guitar;
Nunca a sensibilidade teve tantas honras de naipe de trunfo. O que aproximava Kurt Cobain de Grant Lee Phillips, Billy Corgan ou Mark Kozelek? Pronta a ser definitivamente explorada até à exaustão, a vulnerabilidade emocional franqueada pelo discurso de alguns dos mais visíveis escritores de canções de inícios da década de 90 conduziria com desnecessária urgência ao maniqueísmo.

Se há figuras contemporâneas que apelam à

identificação com o estereótipo de “escritor de

canções de recorte clássico”, Stephin Merritt não

é uma delas – mas imita bem. Mais Andersson &

Ulvaeus do que Lennon & McCartney e, queira um

dia esclarecer a sua posição face ao r&b, presumivelmente

mais Ashford & Simpson do que

Holland, Dozier & Holland, o mentor dos Magnetic

Fields tem, antes assim, engenho melódico a valer

por dois. Numa espécie de fusão entre Neil

Hannon e Mark Eitzel não será o último dandy

intelectual da história, nem se ficará apenas por,

com projectos paralelos como os 6ths ou os

Gothic Archies, especular sobre ao que é que soariam

os Joy Division se Ian Curtis tivesse sido

substituído por Brian Wilson – até porque o

mundo já tem na união de Elvis Costello e Burt

Bacharach amostra mais do significativa. Mas

tudo isto é retórico face ao conjunto de influências

reclamado para Holiday, começando nas bandas

satélite dos Young Marble Giants, passando pelos

OMD e acabando nos Felt. O romântico barítono da voz de Merritt é ainda assim o menos exuberante

– e o mais realista – num conjunto de arranjos

em que os excessos da synth-pop são temperados

pela elegância de um mundo acústico inesperadamente

delicado. Com frases como “Under

more stars then there are prostitutes in Thailand”,

o seu terceiro álbum contém já as ideias conceptualmente

exploradas no mais celebrado e sugestivo

– como Merritt reconheceu, mais pela quantidade

do que pela qualidade – tríptico de 1999, 69

Love Songs.

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