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Magazine

182
Formação
1977, Manchester, England
Site Oficial
Sem site oficial
Estilo
New Wave, Post-punk
Membros da Banda
Howard Devoto (vocals) Barry Adamson (bass guitar) John McGeoch (1977-1980, guitars) Bob Dickinson (1977, keyboards) Martin Jackson (1977-1978, drums) Dave Formula (1978-1981, keyboards) John Doyle (1978-1981, drums) Robin Simon (1980, guitars) Ben Mandelson (1981, guitars)
Quando o punk cresceu, entre outras coisas transformou-se nos Magazine. Howard Devoto, dos Buzzcocks, formou uma das primeiras bandas a transgredir as regras do movimento, incorporando desenvolvidos dotes composicionais, impulsos rítmicos mais lentos e controlados ou, incrivelmente, um teclado – instrumento tornado herético desde pelo menos 76.

Quando o punk cresceu, entre outras coisas transformou-se nos Magazine. Howard Devoto,
dos Buzzcocks, formou uma das primeiras bandas a transgredir as regras do movimento, incorporando desenvolvidos dotes composicionais, impulsos rítmicos mais lentos e controlados ou, incrivelmente, um teclado – instrumento tornado herético desde pelo menos 76. Tanto se referem ao caldeirão criativo de Nova Iorque quanto ao emergente revivalismo glam – três dos seus membros estavam nesta altura nos Visage – e revelam dinâmicas instrumentais capazes de rivalizar com o rock alemão ao mesmo tempo que se entregam a “Thank You”, de Sly And The Family Stone, demonstrando credenciais funk e abertura de espírito para outros voos, concretizados por futuras inclusões dos seus instrumentistas
nos Bad Seeds, de Nick Cave, e nos Banshees, de Siouxsie Sioux. É como se esticassem ao máximo as possibilidades transformativas de um tempo que se sabia muito curto. Há aqui muito punk: está na secção rítmica de John Doyle e Barry Adamson, nas letras e na voz
de Devoto. Mas também há pop, harmonias vocais, Dave Formula ao piano, maior complexidade
lírica e musical e um esforço nem sempre premiado de atingir um som coeso. O contentamento
dos Magazine tem menos a ver com renovada esperança na humanidade do que com a certeza de estarmos mais perto do Apocalipse, mas se o punk se traía num crescente dogmatismo, The Correct Use of Soap parece dizer que chegou a hora de lavar o cabelo e a maquilhagem: a única coisa que se consegue mudar é o próprio caminho.

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