Demonstrou-o de forma frugal, com Car Wheels On A Gravel Road surgindo apenas como o seu quarto álbum de originais em 18 anos, mas bem sucedidas versões de temas seus por Patty Loveless, Emmylou Harris, Mary Chapin Carpenter ou Tom Petty confirmavam o essencial da identificação com a sua mensagem.
Com raízes nos metafóricos cruzamentos e bifurcações das estradas secundárias do Sul dos EUA, os seus contos de ambivalência moral e errância afectiva, histórias de arrependimento e paixão, insolência e clausura emocional, foram poeticamente transfigurados numa narrativa de sobrevivência.
E para quem a tinha suspenso em 1992, deixando no ar a leitura da vulnerável “Which Will”, de Nick Drake, o novo álbum chegava como uma vindicação e dose certa de citações dos ZZ Top.
Venceu um Grammy, tem em “Can’t Let Go” prova da recuperada segurança (“I got a big chain around my neck and I´m broken down like a train wreck; well it´s over, I know it, but I can´t let go”) mas, fundamentalmente, está como canta em “Greenville”: “Looking for a fight with a guitar in your hand”.
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