Nomes como Boom Bip, Daedelus, Jel ou, fundamentalmente, os cLOUDDEAD, produziam uma psicadélica música em elipses, nas suas múltiplas e narcóticas referências apropriadamente capaz de retirar conteúdo à passagem das horas ao mesmo tempo que as ocupava em absoluto.
Descodificando os seus traços identificativos até pouco mais sobrar que traços rudimentares de uma produção cultural, Jonathan Wolf (o WHY? dos cLOUDDEAD) e Andrew Broder (Fog) completaram o ciclo e reencaminharam o género como uma idealizada variação sobre a quintessencial canção norte-americana pós-beatnik. Cristalino, abstracto, tremendamente belo, uno e inescrutável, é o som das arruinadas tentativas de impor uma nova ordem.
É em momentos uma barbitúrica versão do American Gothic de David Ackles revisto por Danger Mouse, noutros como Daniel Johnston misturado por Kid Koala, um encontro entre os Red Crayola e os Beach Boys ou entre Bonnie “Prince” Billy e os Boards of Canada, com o impacto literário de um grande romance escrito em blocos de notas.
Gravado na cave de uma loja de discos em Minneapolis, é até agora o Basement Tapes do novo milénio.
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