Em parte cantora de cabaré, noutra animadora de trupe circense, consegue ser mais credível do que Madeleine Peyroux ao recordar um tempo de bailes animados por bandas de swing e mais perfumada que Norah Jones ao relembrar os aromas do Sul.
Um pouco como fazem M. Ward ou Andrew Bird, conjura velhas melodias num contexto que só na aparência se relaciona com os emadeirados alpendres familiares idealizados por Blanche, Handsome Family ou Bad Livers.
Intensamente original, produz antes uma transferência de memórias numa relação metonímica com o presente.
Catalpa (que só por acaso e após aclamação online se transformou em álbum) aprofunda o que havia revelado na estreia das Be Good Tanyas, e desenvolve-se entre histórias de paixão e perfídia, entre o blues vocal dos anos 20, o estilo de guitarra da Blind Willie McTell e a improvável tutela de Syd Barrett.
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