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Happy Mondays

443
Formação
1985, Little Hulton, Greater Manchester, England
Site Oficial
Sem site oficial
Estilo
Alternative Rock, House Music, Madchester
Membros da Banda
Shaun Ryder Mark "Bez" Berry Gary Whelan Kav Sandhu
Há rapazes que as mães não querem mesmo que as filhas conheçam – e para bem geral da comunidade de Manchester decidiram em 90 juntar-se todos num grupo. Não era só a diferença de idades nem a falta de atractivos físicos: como num mau filme neo-realista, entre o excessivo consumo de drogas, a delinquência e a frequência em centros de emprego, os Happy Mondays personificaram tudo o que de menos razoável se passou a associar aos britânicos.

Há rapazes que as mães não querem mesmo que as filhas conheçam – e para bem geral da comunidade de Manchester decidiram em 90 juntar-se todos num grupo. Não era só a diferença de idades nem a falta de atractivos físicos: como num mau filme neo-realista, entre o excessivo consumo de drogas, a delinquência e a frequência em centros de emprego, os Happy Mondays personificaram tudo o que de menos razoável se passou a associar aos britânicos. E se hoje é impossível levá-los a sério, em especial pela memória do bailarino-mascote Bez, parecendo tão perigosos como uma marioneta do ditador Kim Jong II, os Mondays, nesses tempos, tinham um arsenal que obrigou muito boa gente a considerar mudar-se. Felizmente, ninguém põe em causa a unificadora visão de funk, hip hop, psicadelismo, jazz e ritmos latinos que Paul Oakenfold e Steve Osborne imprimiram ao universo de Shaun Ryder, então com poses de último dos surrealistas e pérolas como “Son, I’m thirty, I only went with your mother ‘cos she was dirty”. Na e-cultura (que na altura ainda se referia ao Ecstacy e não ao electrónico), as boas maneiras não faziam parte do currículo e ninguém se lembrou de dar crédito ao “Lady Marmalade”, das LaBelle, que servia de base a “Kinky Afro”. Como é óbvio, os Happy Mondays não tinham nem a ética de trabalho nem a sobriedade necessária para continuar muito mais tempo e perderam-se por ilhas paradisíacas a viver o sonho do expatriado. Em 2005, Bez dançou até à vitória no Big Brother das celebridades.
Sem os Mondays no activo as ruas estão mais seguras, mas as maracas deixaram saudades.

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