Concretizando o ensaiado em Upgrade & Afterlife, o grupo de David Grubbs e Jim O’Rourke tem em Camoufleur simultaneamente uma síntese do que está para trás e uma preparação para o que mais tarde – Grubbs sobriamente em The Spectrum Between, O’Rourke com pompa em Eureka – viriam os seus mentores a produzir a solo.
Em parte produzidos por Markus Popp (que também assim exibe em formato canção aquilo que, enquanto Oval, revelava plenamente nos sinfónicos 25 minutos com que abria o seminal 94 Diskont), cada um dos seus temas é um criativo instantâneo para tendências da música popular em estado de sublimação.
Mais acusmático do que electroacústico, é quase exuberante no seu perfil orquestral e vai do cinemático country ao blues meditativamente nocturno.
Tem ainda, paralelamente, primeiro capítulo em Hazel, dos Red Krayola, segundo em Push Comes To Love, de Stephen Prina, e ocupa na discografia do seu grupo posição inversa à que o igualmente soberbo e esteticamente cúmplice Laughing Stock ocupa na dos Talk Talk.
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