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Funkadelic

296
Formação
1968, U.S.
Site Oficial
Sem site oficial
Estilo
Funk, Soul, Psychedelic rock, Psychedelic soul
Membros da Banda
Bernie Worrell Eddie Hazel Maceo Parker Walter "Junie" Morrison Bootsy Collins Jerome Brailey George Clinton Catfish Collins Rodney Curtis Ray Davis Mallia Franklin Lawrence Fratangelo Ramon Tiki Fulwood Michael Hampton Clarence "Fuzzy" Haskins Tyrone Lampkin Lynn Mabry Cordell Mosson Tawl Ross Garry Shider Dawn Silva Calvin Simon Grady Thomas Frankie "Kash" Waddy Fred Wesley Billy "Bass" Nelson Mickey Atkins Ron Bykowski DeWayne "Blackbyrd" McKnight David Spradley Ron Ford
São a possível resposta negra a uma combinação que nunca existiu: a dos Mothers Of Invention, de Frank Zappa, com os Can, numa genealogia que parte de Sly Stone, Jimi Hendrix ou Sun Ra e que se estende até Prince, Dr Dre ou Jimi Tenor.

São a possível resposta negra a uma combinação que nunca existiu: a dos Mothers Of Invention, de Frank Zappa, com os Can, numa genealogia que parte de Sly Stone, Jimi Hendrix ou Sun Ra e que se estende até Prince, Dr Dre ou Jimi Tenor. Seja como for, quando em 78, em One Nation Under A Groove, perguntavam “Who Says A Funk Band Can’t Play Rock?”, é óbvio que a questão seria meramente retórica. Afinal, há quase dez anos que os Funkadelic demonstravam autoridade sobre o idioma. Criados para acompanhar outra banda de George Clinton, os Parliament, mostravam ao que vinham logo no título do seu segundo álbum: Free Your Mind… And Your Ass Will Follow. E por mais que uns Temptations comandados por Norman Whitfield sugerissem viajar para os astros, poucos revelavam igual domínio sobre as leis da gravidade. Maggot Brain é o terceiro LP dos Funkadelic, e aquele em que sintetizam melhor os seus interesses. A guitarra de Eddie Hazel funciona como motor, em enérgicas explosões, prismáticas emissões de luz e impulsiva combustão psicadélica. Por outro lado, equivalia tudo a uma colectiva exploração de um mundo revelado pelo LSD. Gritos lunáticos, mensagens subliminares, chamadas para viagens interplanetárias, ecos de um paraíso em que a única banda sonora nasce de acordes tocados aleatoriamente por Hendrix, o toque de alvorada num mundo em que o sexo é tão comunitário quanto uma ida à igreja. O equivalente para a fisiologia auditiva às pretensões que, um ano antes, o filme Gas-s-s-s promulgava para a experiência cinematográfica: imagens que passem directamente no interior do olho humano.

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