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Duran Duran

203
Formação
1978, Birmingham, England
Site Oficial
Estilo
Synth-pop, New Romantic
Membros da Banda
Simon Le Bon Nick Rhodes John Taylor Roger Taylor
Houve um ano em que ainda se pôde cantar “Some people call it a one night stand, but we call it paradise” sem suscitar olhares de reprovação. E esse ano foi 1982, meses após a identificação do vírus VIH. E só os Duran Duran para que uma frase como “standing by the wall, corner of a main street, lights flashing on your window sill” soasse sofisticada. Não há que esconder que Rio é muito, muito bom por causa de “Save a Prayer”.

Houve um ano em que ainda se pôde cantar “Some people call it a one night stand, but we call it paradise” sem suscitar olhares de reprovação. E esse ano foi 1982, meses após a identificação do vírus VIH. E só os Duran Duran para que uma frase como “standing by the wall, corner of a main street, lights flashing on your window sill” soasse sofisticada. Não há que esconder que Rio é muito, muito bom por causa de “Save a Prayer”. O resto está entre o quase muito bom (“Rio”, “Hungry Like The Wolf” “My Own Way”, “Lonely In Your Nightmare”) e o bom, mas nada sugere um domínio tão completo de uma nova linguagem melódica e rítmica como o oitavo tema. Não quer isto dizer que Rio sem ele não tivesse ficado à mesma na História; aliás, com o à-vontade de LeBon, Rhodes e os Taylor frente à camara, de certeza que sim. Mas hoje, tudo no álbum relembra um tempo mais ingénuo: em que o Sudoeste Asiático não era sinónimo de turismo sexual ou em que o tropical era exótico e não consequência do aquecimento global. Aqui, nunca poderá ser subestimada a utilização do vídeo para sugerir
imagens tão (ou hoje, mais) poderosas quanto a própria música. Entre férias nas Caraíbas ou no Sri Lanka, pintura corporal, cocktails à beira-mar, blazers de seda e iates, os Duran Duran fizeram o público perceber que lhe faltava uma série de coisas, quase todas fluorescentes, para ser feliz – ou melhor, bonito. E tudo, de templos perdidos a telefones cor-de-rosa, se tornou sagrado e ganhou força iconográfica. Até a capa de Patrick Nagel havia de ser reproduzida em milhões de posters espalhados pelo mundo.

Álbuns do artista

314
Rio

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