Que se lhes reconhecessem gestos devedores de Gang Of Four, Pop Group, Clash, Talking Heads, PiL, Liquid Liquid, Pigbag, Slits, Arthur Russell, Contortions (e todas as bandas na área cinzenta entre new e no wave) era a forma de sublinhar uma estratégia aliada a outras eras de escravidão ao ritmo.
E que daí se chegasse à versão acelerada dos Mandrill ou disciplinada dos Funkadelic, à milimetricamente suada cadência das bandas de James Brown ou à precisão rítmica de Prince não era de todo imprevisível.
Era como se (pela segunda vez na história) de uma só vez se sugasse a brilhantina toda aos Chic e ficasse apenas o metrónomo esqueleto que a suportava.
Como no dealbar do hip hop 25 anos antes, Louden Up Now reencontrou o pulso à liberdade em tempos de ditadura estética, celebrou a dispersão estilística, tem em Nic Offer febril adepto do vocalismo mais marcial, promove orgulhosas políticas de resistência (citando Paul Simon, Dandy Livingstone e Specials) e recorda um período em que a mais angular música pop parecia estar toda dependente do comité soviético de agitação e propaganda.
E com os mesmos indícios de perigo do mais interessante em Gang Gang Dance, Excepter ou Black Dice.
Bons tempos.
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