Chilton e Chris Bell foi lançado quase quatro anos depois de ser gravado. E não deixa de ser apropriado que este último estertor do folk-rock soe tão distante, gracioso e mergulhado em nostalgia. Em “Thank You Friends” ou “O, Dana” é quase impossível resistir à sensação de que se está a ouvir o extinguir de toda uma era. E tal como numa viagem pela auto-estrada se perde a captação de estações de rádio, em Third/Sister Lovers parece que se vêem a desaparecer no retrovisor os Byrds, os Kinks ou os Beatles. Claro que toda a melancolia das suas canções – que em momentos como “Holocaust” chega a sugerir a visão a preto e branco do pós-punk britânico – se deve às dificuldades de sobrevivência e tensões entre os membros de um grupo a dar as últimas, e não à presciência de um momento histórico. Afinal, em 74 saíam ainda discos de Jackson Browne, Neil Young, Donovan, Joni Mitchell, Gram Parsons, Beach Boys e Van Morrisson, e os Big Star podiam ter feito História com o seu folk sóbrio (ou ressacado conforme se prefira) e elegante, atalhando pelos labirintos do psicadelismo até ao coração do rock na década de 50. Era tudo como se Gram Parsons não tivesse morrido. Mas em 78, Third/ Sister Lovers era perfeitamente anacrónico. Mas foi essa mesmíssima qualidade que – com Bell a falecer antes de o testemunhar – garantiu o interesse e fascínio de toda uma geração, dos Wilco aos Galaxie 500, dos Teenage Fanclub aos Low, de Elliott Smith a Jeff Buckley, dos Yo La Tengo aos Replacements. É tão simples quanto isto.
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