E se samba e bossa – tanto na visão de Vinicius Cantuária quanto na sua, supõe-se – haviam em O Corpo Sutil temperado a sua resposta ao desafio lançado por Ryuichi Sakamoto para compor um álbum brasileiro, é igualmente verdade que o confronto dos ensinamentos de Jobim e João Gilberto com um universo rítmico subvertido pelo jungle e pelo drum’n’bass só em Mundo Civilizado cumpriu os esperados desígnios de retribuição.
Para isso valeu-lhe a sua experiência ao lado de Caetano Veloso, Marisa Monte e Carlinhos Brown, a disponível luminária da downtown (Don Byron, Ribot, Scherer, Levin, Gibbs, etc.), e a dupla evocação da sensualidade clássica do r&b através de versões de Prince e Al Green.
Na altura ganhou um meio-irmão (Hyper Civilizado, com remisturas de, entre outros, DJ Spooky e DJ Olive) que veio apenas, em conjunto com a sua subsequente produção, relembrar que abstrair um universo já feito carne significava manobrar na direcção contrária à essencial.
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