Como uma espécie de Boards of Canada mais sentimentais ou singles de Giorgio Moroder nas rotações erradas, mantinham-se uma curiosidade num dos centros da nova modernidade europeia – ao lado de Alex Gopher, Etienne de Crecy, Dimitri From Paris ou Les Rhytmes Digitales.
Mas mais do que aspirar a sessões de chill-out após concertos dos Daft Punk com projecções em fundo de slides com mobiliário vintage – ou virem-se obrigados a propor, como Tomita ou Emerson, Lake & Palmer, a sua versão dos Quadros de Uma Exposição, de Mussorgsky – conseguiram concretizar de forma francamente brilhante, graças a Sofia Coppola, a sua pressentida intenção visual.
Moon Safari, para lá de uma muito gainsbourguiana sensualidade que pressupõe consideráveis doses de audácia, é, mais do que aparenta, um álbum de tímidos, na grandeza exacta em que Bachelet havia musicado, em Emmanuelle, um filme sobre uma tímida.
Contemplativamente fora de qualquer campo de gravidade, até o pecado de recuperar o vocoder lhes foi perdoado.
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