Sim, eram mesmo as Breeders naquele episódio de Buffy The Vampire Slayer, em 2002: o tema da série era presença habitual nos seus concertos e o produtor convidou a banda para uma reunião na ficcional sala de espectáculos Bronze (por onde também passaram Aimee Mann e Cibo Matto). Claro que a caçadora tinha muito em comum com Kim Deal e companhia – para começar, a maioria dos habitantes de Sunnyvale não sabia da vida dupla de Buffy. E quando o single “Cannonball” foi posto à venda, imediatamente abraçado pelas rádios universitárias e pela MTV, poucos suspeitavam de que havia um lado negro em The Last Splash. Em 93, depois do primeiro ensaio com uma Tanya Donelly (das Throwing Muses) com mente no que viria a gravar enquanto Belly, as Breeders tinham voltado a centrar-se nas gémeas Deal, Kim e Kelley. Mas era a primeira, nos tempos livres dos Pixies, responsável por uma visão que herdava o mais dissonante de umas Raincoats ou o mais hostil numas Slits, para logo sugerir uma hipótese feminina para o grunge mais convincente do que o que Courtney Love fazia nas Hole, sem precisar de se aproximar de L7 ou Babes In Toyland. Abrasivo mas perversamente melódico, inclui os princípios do punk mas respira com uma liberdade acrescida que, na altura, todos leram como a definitiva prova de que os Pixies já eram história passada. Construído como uma sónica manta de retalhos, é críptico, sexual, narra abandonos, grita umas palavras de ordem (“Motherhood means mental freeze”, “C’mon come back to me right now!”) e augura um mundo que nunca chegou.
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