Entre os Nazz e os Runt, Rundgren havia definido uma quase obsessiva curiosidade pela canção mais melodiosa. Mas a pressão criativa do seu tempo levou-o a procurar novos caminhos. Aqui, diferentes géneros da música popular parecem ser apenas notações de tempo. Do som da Motown ao rock psicadélico, do pop luminoso da Califórnia à sobriedade da escrita do Brill Building, passa por tudo sem perder fôlego nem inspiração. O título parece um convite: um presumido tudo ou
nada que disponibiliza 25 temas como se de um menu se tratasse. E se não está aqui é porque não existe. Nos primeiros 18 temas (os três primeiros lados do LP), Rundgren toca todos os instrumentos sozinho. Mas, a provar que não tem mau feitio, deixa-se acompanhar por uma banda nas faixas finais, incluindo uma regravação de “Hello, It’s Me” que se viria a tornar na sua assinatura comercial. Mas aqui é o todo que interessa. Do lirismo pastoral que viria a produzir com os XTC à grandiloquência que ensaiaria com os Sparks ou Meat Loaf, do mais enraizado que trazia de gravações com Jesse Winchester ou The Band ao mais áspero que serviria a New York Dolls.
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