Entretanto, não se sabe se foi da comida do quartel, as explorações musicais começaram a levar o grupo para estranhos territórios, culminando numa tonsura colectiva. Entre um baterista que parecia ter feito a escola num conjunto tribal de acompanhamento a sacrifícios
humanos (Roger Johnston era na realidade um entusiasta de jazz) e um vocalista que era um Bill Haley em exorcismo, e que acidentalmente descobriu que a guitarra fazia um ruído interessante quando se encostava ao amplificador, os Monks tocavam ainda órgão e banjo – Larry Clark e Dave Day respectivamente, além do baixista
Eddie Shaw. Nada prepara para ouvir Burger gritar “You know we don’t like the army! Why do you kill all those kids over in Vietnam? Mad Vietcong! You know my brother died in Vietnam!” logo a abrir Black Monk Time, com a voz a pingar de raiva punk uma década antes de existir o termo. “Shut Up” prolonga hostilidades – “Shut up!
Don’t Cry!” – enquanto Clark dá asas a motivos psicadélicos. Na altura a editora não quis lançar o álbum sobre os inocentes. Mas porque muito depois apareceram alguns fãs – Henry Rollins, Jello Biafra, Mark E. Smith, Cramps ou Julian Cope –, ganhou quem então perdia a guerra. Se Elvis os tivesse ouvido não teria ido para LasVegas.
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